Empatia não serve apenas a perceber a dor alheia, mas ter a visão do outro...

Quando vemos 3 tipos de pessoas na rua hoje, pensamos :
- Bolsonarista
- Anti Bolsonaro
- Isentão
A quem serve perceber o mundo de forma aproximada e crítica deste jeito ? A classe média, pois há dois grupos que não importa se tudo mudar para uma ditadura, ou se tudo mudar para a pior das ditaduras, o topo e a base da piramide :

No topo temos os bilionários que viveram "bem" durante a ditadura, viveram bem durante a abertura democrática e vivem bem hoje nesse mundo estranho e novo, pra eles pouco importa, vivem em ilhas (quase literalmente) de seus condomínios de luxo, em seus helicópteros, em seus hospitais de mais de 50 mil reais a diária, em seus passeios internacionais e iates, para esse grupo, não importa quem comande, eles compram e vivem como reis, e não se engane dificilmente vai ver esse grupo em redes sociais "ostentando", ostentar é o que os demais grupos fazem para fingir ser eles. Usar o termo "elite" pra eles é algo bem perigoso, pois a elite tem contexto, você que está lendo isso é a elite, para alguma classe abaixo da sua, em geral se chamam de "bem sucedidos" pelo capitalismo, os que "deram certo" e para o comunismo se chama a "burguesia", estão alheios ao mundo, tão alheios que pouco importa o regime, eles sobrevivem e bem, em regimes ditatoriais ou democráticos vemos esse mesmo núcleo no extremo superior da pirâmide social !
Aqui um exemplo desse grupo no brasil : clique aqui pra ler
A base : não importa se vivemos uma democracia representativa, um parlamentarismo, ou um autoritarismo, isso é apenas uma palavra bonita para as crianças lerem nos livros de historia e mais um termo para se decorar que não lhes traduz a dor, e muito menos se importa com eles. Para a base sempre será uma ditadura, nada mudará de fato assim como para o topo, eles nunca terão nada, e ainda serão usados como massa de manobra para se obter maioria, usando a arma mais antiga do planeta, a mentira, as promessas vazias, e os quadros emoldurados com fotos da elite, para que eles sintam que tem algo de nobre na vida a lutar, lutar para vencer no capitalismo atual nesta área turbulenta da pirâmide, temos a lei da antiguidade, a lei do mais forte, temos o conhecimento da idade média, não por incapacidade mas porque no capitalismo tudo tem preço, e o dinheiro que paga o preço não frequenta essa parte da pirâmide. Quando pensar em quão ruim pode ser uma ditadura, lembre-se que para a maioria do povo brasileiro ela nunca acabou, esteve nas mãos do crime organizado, do crime desorganizado, do trafico, da milícia, e de quem mais usar o dinheiro das partes de cima da pirâmide para comprar opressão e ter mão de obra escrava na parte de baixo da pirâmide.
Discutimos o fim do trabalho escravo dentro da base intermediaria da pirâmide, onde a classe media baixa está, mas seguimos comprando equipamentos de luxo feitos com mão de obra escrava da base real da pirâmide, somos todos hipócritas, mas ainda assim nos sentimos juízes e julgamos o pobre por não lutar conosco, achamos a nossa luta legitima, mas eles lutarem pra sobreviver ilegítimo, somos a elite opressora deles, e somos ainda mais cruéis que a burguesia eh conosco, pois a burguesia esta pouco se lixando pra nos, eles viajam pro espaço sideral pq não tem onde gastar dinheiro no planeta terra !
Portanto revoluções são feitas pela classe média, pois tem contatos, alguma fama, e dinheiro, mas precisam ouvir a classe pobre, a base da pirâmide ou segue uma revolução semântica, de egos, de caprichos da vaidade, e não é pratica, quer salvar o brasil, salve a base da pirâmide, se importe, ouça entenda e lute primeiro por ela, depois com ela. Se a vida da base da pirâmide vale menos que seus luxos e caprichos, então vai aprender a ser gente antes de pensar em por comunismo, anarquismo ou capitalismo, pelo som e pelo conceito luxuoso que você leu nos livros que se você vender compra comida para os que morrem de fome.
A COVID atinge mais a base da pirâmide, a fome, a dor, o desespero, o crime, os vícios, e você os observa como se estivesse num zoológico, saia desse palco bwana, e vai viver no mundo real, você fala que o bolsonarista esta numa bolha, mas todos estamos em bolhas, algumas mais letais que outras, mas precisamos estourar todas, antes de começar uma revolução.
Mesmo o MTST e o MST ainda agem dentro da parte do meio da pirâmide, mas aos poucos vai atingindo camadas mais profundas da mesma, se for mergulhar prepare-se, vai ver dor, abandono, invisibilidade e razoes de sobra pra base te odiar, querer te matar, querer te prender, e te roubar.
Antes de se tornar o buda, Sidarta precisou ver a realidade que acontecia enquanto ele brincava de poderoso dentro dos castelos de sua família, isso o fez "morrer" por dentro, e ficar morto por anos ate conseguir absorver a realidade e lutar, essa metáfora linda do budismo, é onde estamos hoje, somos todos sidarthas que vivemos em castelos com medo de tocar a realidade, somos crianças ignorantes e beligerantes, estamos na proteção do capital e fingimos lutar de verdade. Quer lutar ? esteja pronto para cair em campo de batalha, até lá viveremos arremedos de gente, arremedos de liberdade e arremedos de lutas pelos direitos dos nossos iguais.
Ainda brincamos de lápis de cor, somos verdes e amarelos, somos vermelhos somos cinzas, mas ainda não tocamos na realidade da luta, e enquanto isso alheios a isso, os burgueses morrem de velhos, e os pobres morrem de novos, a força da maioria esta embaixo, mas primeiro eles tem que ser gente, e nos temos que crescer, ai sim poderemos derrubar o topo, dividir o que é nosso por direito, e viver numa igualdade, ainda temos um longo percurso, mas ainda nem começamos a trilhar esse percurso, precisamos crescer.
A vida não é um filme e muito menos somos protagonistas individuais de tais filmes, ou aprendemos isso, ou seguimos com nossas falas vazias, encantando tolos, ou vamos de fato viver !
O que você pensa sobre isso?
Escreva só para mim. Ninguém mais lê o que você disser — eu respondo em privado, e se a conversa me fizer pensar, ela pode virar um novo texto.

