Das bruxas aos comunistas - as mentiras dos opressores

(Imagem que ilustra esse texto, é do filme Jovens Bruxas)
Vamos lançar uma hipótese sobre a criação de inimigos, por parte de processos de potencial dominância, com foco em opressão e crescimento rápido.
Observando como a humanidade costuma se aglutinar em volta de grandes problemas, criando uma união orgânica para resolução de um mal imediato, incomodo e pontual, traz uma admiração a este movimento orgânico, mas por outro lado, estudando isso, pode-se usar tal mecanismo para uma aglutinação artificial.
Um ponto focal de opressão, cria, por ser experimentado por uma parcela considerável da população, uma "consciência" coletiva de luta, esses pontos costumam aparecer, e ir paulatinamente tornando insuportável a vida, isso vai criando pontos de insustentabilidade, até que se irrompem em um movimento tão sincronizado, que parece ensaiado por muito tempo. É um movimento muito impactante, muito violento, e muito curto, muita da energia acumulada com as pressões causadas pelo sistema alvo de tal movimento se descarrega de uma vez só. Isso é criado por incomodo, potencia e preservação.
Este movimento pode ser estudado, compreendido, e com o advento do estado, no contexto de uma grande população unida, pode ser criado de forma artificial, para ser usado como massa de manobra e com todo seu poder de mobilização, nenhuma força é capaz de tal aglutinação e energia instantânea que o perigo, e manipulá-lo dá ao manipulador um controle muito grande, mas para tanto ele precisa, de um signo que o dê credibilidade, em geral criado pelo poder econômico, ou dele, ou de um elemento usado pelo mesmo como catalizador.
Com o advento da imprensa, pomos mais um jogador nesse tabuleiro, que pode disseminar ideias mentirosas, ou deliberadamente manipuladas criando uma "verdade contextual".
Quando o catolicismo chegou no mundo, ele tinha que abrir espaço a fórceps, pois haviam outras religiões e dominantes, com uma grande quantidade de adeptos, no primeiro momento combateram a que tinha mais poder "politico" transformando todas as demais religiões em "paganismos", criando a figura do deus central e tornando as religiões politeístas em cultos satânicos (aliás a própria concepção de satanás é um meio de ter sempre o inimigo a espreita, e veja como ele é colocado como o maior traidor, o melhor tipo de inimigo, aquele que já fez parte antes de sucumbir ao mal extremo), então criou-se o mal encarnado, que lindo, e poderoso, porem perigoso. Mas ai havia Wicca, uma religião natural, forte, entranhada em hábitos e costumes de povos, feminina, agora se precisava combate-la, mas como ? se tudo que o cristianismo trazia era prisão, culpa, opressão, como o povo ia comprar essa ideia, e abandonar cultos divertidos, regados a felicidade álcool e "sexo" ?
Era importante criar a figura de um inimigo no fulcro do elemento a ser combatido, e foi usada a bruxa como tal, assim tudo que se fala de uma bruxa, está se referindo na verdade a wicca, mais que isso a um modo de ver a vida.
Mas isso teve sucesso, alçando o mundo a este novo e perigoso conhecimento.
Quando na segunda guerra mundial, os nazistas, precisaram de um poder destes, eles usaram símbolos e signos para aglutinar o povo, falas simplistas, e o mais importante, eles precisavam de um inimigo em comum, algo que disparasse tal catalizador de força, criou-se o "comunista" como figura a ser combatida, o mal encarnado que ia roubar vidas, tradições e sonhos.
Usando a mesma abordagem usada no inicio do cristianismo no mundo, se apropriando de elementos culturais fortes, e deliberadamente usando outros como antagonismo, se cria o foco artificial e o movimento das massas a favor do manipulador.
Algumas novidades foram inseridas, na já bem sucedida tentativa anterior, como criar um discurso simples e de fácil digestão pelo medíocre, parecia surtir mais efeito que os discursos em latim, criando a ideia de superiores para os opressores. Melhor que temer o seu conquistador, é você se sentir parte do mesmo grupo, para isso o opressor usa falas, hábitos e simplifica tudo para se tornar acessível, quanto maior o grau hierárquico e mais simples o que ele fala, faz com que todos se sintam os escolhidos por entender o que os demais não entendem.
Criar um inimigo, facilitar o complexo, dizer palavras de ordem, criar um elemento de aglutinação poderoso, somos programados para dar mais atenção ao perigo, do que ao simples aprendizado. O fascismo seja com que roupa se vista, sempre usou isso para nos manipular !
O que você pensa sobre isso?
Escreva só para mim. Ninguém mais lê o que você disser — eu respondo em privado, e se a conversa me fizer pensar, ela pode virar um novo texto.


