Pensando

Vivíamos em mundos pequenos, pequenos grupos, com limites bem claros, e nos movíamos, dentro de nossos mundos, éramos coesos, seguros e sem medos do desconhecido inexistente, éramos concêntricos… Nesta coesão não havia espaços para irrealidades. Tudo era o real, factual, cru e lidávamos com isso da nossa forma… 

A sociedade, porém faminta, resolveu que comer a nossa individualidade em gotas, não era o suficiente e nos reuniu em grupos maiores e maiores, foi o principio do assassinato de nossa individualidade, mudamos de nomes de pessoas para os nomes dos grupos, assim tínhamos como manter a saudade dos pequenos grupos sob controle, mas na contra mão disso estava uma armadilha… A convivência do diferente, a dialética do complexo, e a armadilha do cérebro de precisar sempre da facilidade, as regras de simplificação do todo, sempre joga contra perceber nuances delicadas e simples… 

As grandes sociedades ressaltam nossas diferenças, mas não no tempo necessário para aprendermos a lidar com elas, que outrora não existiam, e nos distanciamos como pessoas, com toda a proximidade geográfica como civilizados… Nos vazios que se formaram, com nossos distanciamentos, se forma a irrealidade… No tecido de nossa distancia, somente a irrealidade permeia… teorias conspiratórias, nós e eles, e tudo mais que se pode ter para criar novos sub grupos, para nos fazer tranquilos novamente é uma armadilha constante que nos persegue… Cabe a nos, eliminarmos a mentira, a irrealidade, a logica simplista, e os rótulos de agrupamentos inexistentes, so assim temos ou teremos chance de voltar a ser uma única massa lutando contra o que é de fato importante !

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