Expansão e Contração da pessoa - Teoria ConEx

Para dentro (identidade) para fora (socialização)

Há um movimento, considerado como razoável por físicos, que o universo todo compartilha, este movimento é cíclico e contínuo. Analisando as pessoas pude perceber primeiro por mim que este movimento acontece também em escala micro (pessoal), e nesta escala tem algumas interessantes particularidades…

O início dos processos de Contração e Expansão se dá em nossa infância, quando somos completamente autocentrados, nossa percepção do externo é eficaz porém estamos adquirindo nossa primeira impressão de nós mesmos, é o alicerce para os demais ciclos que passaremos na vida. Neste momento precisamos receber algumas garantias de nossos cuidadores, eles têm que garantir segurança, tranqüilidade e padrões facilmente assimiláveis, pois quanto menos precisarmos ir ao externo neste momento melhor para fundamentar nossa consciência de identidade própria, melhor e uma vez que este caminho esteja pronto já sabemos como voltar a este ponto.

Quando percebemos quem somos, e criamos nosso norte, vamos pra fora para perceber o mundo, veja que o tempo desta avaliação não tem medida fixa, é particular a cada um, cada forma de absorsão e da complexidade de nossa psique, portanto isso carece de sensibilidade por parte dos cuidadores para aceitar a introspecção do cuidador e garantir sua personalidade particular. Neste ponto estamos prontos para a próxima etapa do nosso crescimento por pulsos, e começa a expansão, nela vamos perder um pouco mais de tempo com uma analise mais cuidadosa, por ser mais sutil e perigosa, quando começamos a nos expandir como tudo que expande vamos perdendo nossa solidez, vamos perdendo nossa identidade e nossas auto referências, quando absorvemos conhecimentos externos a nós e quando nos socializamos vamos nos tornando “sociedade”, vamos sendo influenciados pelos conceitos sociais, neste momento nos perdemos para o meio, este abandono deve ser praticado bastante antes de ser usado com propriedade, as angustias decorrentes desta pratica podem causar vários tipos de sofrimentos, e estes podem causar vários tipos de traumas. Esta perda e angústia que ocorre no processo de expansão nos faz analisar profundamente cada novo estímulo que nos chega, esta expansão nos faz ficar muito porosos, passamos a ser perpassados pelo conhecimento do meio, assim nossa percepção aumentada percebe melhor tudo que nos passa, por outro lado, podemos ficar confusos com nossa própria personalidade, mas é um efeito colateral normal desta fase do ciclo, a contração faz com que voltemos bem para o nosso próprio norte, e a expansão nos coloca no ponto de perceber o norte social.

Este processo acontece naturalmente a nossa inteira revelia, mas uma vez que aceitemos e aprendamos a lidar com nossas particularidades, podemos provocar a contração e a expansão, provocar a contração é um processo de defesa e acaba sendo um reflexo de um iminente ataque a nossa psique, de diversas formas de ataques, como uma tristeza, um sentimento de raiva, impotência diante do imponderável, ou outro processo que careça de uma analise mais profunda, ou mesmo de um sentimento mais incômodo, ou da simples perda (provável) da identidade própria para realinhar-se com seu próprio norte.

É importante observar a natureza incremental deste processo, quando se é criança todo o processo acontece, porém sem a profundidade de quando se é adulto, tudo que a criança pode perceber é notado e os estados são delimitados, mas a coesão e expansão plenos, não ocorrem até que aja suficiente material no banco de dados de assimilação e conceitual estiverem completos, antes a percepção é diminuida, mas os processos já marcam o estado adulto. Neste momento além de separar-se do mundo a criança torna-se, conceitualmente um indivíduo, com, inclusive o processo de introspecção e exploração, do meio e da malha social.

Provocar o processo de expansão acaba se tornando mais sutil, e desencadeado por outra necessidade, a de absorver o novo meio, ou de se socializar com outras pessoas, isso sempre faz com que nossas características mais intrínsecas sejam levemente camufladas, assim as pessoas não sofrem o impacto direto de nossas psiques e se aproximam, a medida que a pessoa ou o meio foi absorvido ou que estejamos equilibrados com esse meio contraímos novamente e nossos traços ratificam essa nova absorção.

Um outro ponto interessante a ser considerado, é que em cada contração alteramos levemente nossa psique, pois o que foi absorvido será utilizado para nossa definição de nos mesmos, e por conta do fato de que a expansão pode nos ter colocado em contato com um estímulo novo, iluminando uma nova área de nossa psique, ou então, porque a expansão mostrou uma nova matiz sobre uma área já iluminada (vide livro para explicação de matiz de iluminação da psique - Trinômio da psique humana).

Uma metáfora interessante sobre esta teoria é observar o gelo seco um congelamento de um gás quando em estado sólido tudo que forma o gelo esta próximo e é mais facilmente notado, embora quando ele se torna novamente gás torne-se mais fluido e maleável, ele não perde sua identidade, apenas perde seus limites mais marcantes…

Acho que podemos parar por aqui este ensaio da teoria da contração e expansão este ensaio é um resumo particular do meu livro Coesão e Revolução, que será lançado em breve.

Abraços

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